Hoje, dia 22 de outubro, a Igreja Católica celebra a memória de São João Paulo II, um santo extraordinário que impactou a Igreja e a humanidade, no final do século XX e início do novo milênio. De fato, sua vida e exemplo, são fascinantes.

Muitos de nós tivemos a graça de fazer parte da “Geração João Paulo II”. Fomos privilegiados pela oportunidade de conhecer um santo em vida, ouvir os seus discursos, vê-lo pela televisão, e sermos atraídos pelo testemunho.

Na Missa de Exéquias, durante o seu funeral em 2005, os fiéis presentes na Praça de São Pedro, bradaram: “Santo Súbito! ”, que significa Santo Já! Expressando a fama de santidade de João Paulo II e um desejo popular de que ele fosse elevado imediatamente à glória dos altares.

Foi beatificado em 2011 pelo Papa Bento XVI, e canonizado em 2014, pelo Papa Francisco. Com uma canonização a Igreja apresenta os santos como um modelo de vida cristã autêntica e um farol que ilumina a todos.

Portanto, celebrar a memória de São João Paulo II, significa também atualizar aos homens e mulheres do nosso tempo, a sua extraordinária herança espiritual.

Muito poderia ser dito sobre a sua vida, como por exemplo, seu lema de pontificado “Totus Tuus” e sua especial devoção à Virgem Maria; seu amor à Eucaristia e profunda vida de oração; ou ainda a sua inteligência brilhante e seus inúmeros escritos, e diversas outras maravilhas.

Porém, destaco aqui, três grandes esforços em sua missão.

 

1. Evangelização da Juventude.

 

Sem dúvida, essa foi uma das principais preocupações pastorais de João Paulo II e uma grande marca deixada por ele à Igreja. Sua intuição luminosa de convocar as Jornadas Mundiais da Juventude, trata-se de um sinal claro, para toda a Igreja, que ela deve estar muito próxima dos jovens.

Ele conseguiu uma façanha, que nenhum grande astro da música pop foi capaz: atrair milhões de jovens! Com um detalhe: para ouvir um ancião falar de Cristo!

Ele entendeu que a Igreja tem muito a dizer aos jovens e que os jovens têm muito a dizer à Igreja. Por isso, João Paulo II não teve medo de aproximar-se deles e desafiá-los a viver a radicalidade do evangelho.

De fato, ele foi um amigo dos jovens, mas um amigo exigente! Daí se explica sua personalidade magnética e tão atraente. Simplesmente usou o método pastoral mais eficaz da Igreja: o anúncio explícito e eloquente de Cristo, impregnado de uma caridade intensa e acompanhado de uma vida santa! Sem meias-palavras, sem diluir o Evangelho ou adocicá-lo para agradar os ouvintes!

A mensagem de João Paulo II se faz muito atual, como ele mesmo afirmou:

“Se Cristo lhes for apresentado com o seu verdadeiro rosto, os jovens reconhecem-no como resposta convincente e conseguem acolher a sua mensagem, mesmo se exigente e marcada pela cruz. Por isso, vibrando com seu entusiasmo, não hesitei em pedir-lhes uma opção radical de fé e vida, apontando-lhes uma missão estupenda: fazendo-se “sentinelas da manhã” nesta aurora do novo milênio”. (Encíclica Novo Millennio Ineunte, n.11)

 A radicalidade na vivência e no anúncio do Evangelho – que é diferente de radicalismo – continua atraindo jovens de todos os tempos a Cristo! Porque os leva à raiz e os arranca da superfície.

O método de João Paulo II é o método de Jesus, que se aproximou e caminhou ao lado dos discípulos de Emaús, ouviu-os atentamente, compreendendo suas angústias, e anunciando-lhes a Palavra de Deus, aquecendo os seus corações (Cf. Lucas 24, 13-35).

 

2. Promoção da Família.

 

Em toda a história da Igreja, São João Paulo II foi o Papa que mais lutou para defender e promover a família. Ele percebeu muito rapidamente as ideologias perversas que se levantavam para destruir o principal reflexo de Deus na terra: a família!

Em um momento de grandes confusões culturais, denunciou sem medo as organizações internacionais que disseminavam a cultura de morte e anti-família, e anunciou corajosamente a verdade da família fundada no matrimônio de homem e mulher.

Seu primeiro grande projeto catequético foram as catequeses sobre o Amor Humano, conhecida como Teologia do Corpo, que de forma brilhante, apresenta o corpo, a sexualidade e o matrimônio dentro do seu verdadeiro significado.

Para ele estava muito claro que o futuro da Igreja e da humanidade passa pela família. E que a família é a base e o fundamento da Civilização do Amor, e por isso, ela deve estar no centro da solicitude pastoral da Igreja, e de toda a ordem social, política e econômica.

E por tudo o que fez em prol da família, recebeu, com razão do Papa Francisco, no dia de sua canonização, o Título de “Papa da Família”.

 

3. Luta contra o comunismo e a defesa das liberdades políticas e religiosas.

 

Todos os Papas condenaram severamente o comunismo, por ser uma ideologia materialista e ateia, destruidora da pessoa humana. Não é novidade que milhões de pessoas foram vítimas deste terrível regime. “O livro negro do comunismo” fala em cem milhões de mortos na Rússia, China, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Polônia, Cuba, Vietnã, Camboja e outros.

Sabemos que a Polônia, terra natal de João Paulo II, ficou anos debaixo do regime comunista e socialista, e antes de ser eleito Papa, ele fez a experiência de viver debaixo desses regimes. Portanto, ele conhecia perfeitamente o comunismo e os seus males, e assim que assumiu o pontificado traçou como objetivo conquistar a liberdade civil e religiosa para as nações dominadas pelo comunismo ateu, sob o qual ele mesmo tanto sofreu.

Porém, desejava uma mudança sem violência e nem sangue, levando os regimes totalitários a se abrirem lentamente à verdade e à liberdade. E, graças a Deus, foi o que aconteceu.

O Papa São João Paulo II é conhecido mundialmente como o papa que colaborou diretamente para a queda do comunismo no Leste Europeu. E seu grande mérito foi justamente ter realizado isso de forma pacífica e sem guerra.

Inspirados na vida e exemplo de São João Paulo II somos convidados a rejeitar toda e qualquer forma de totalitarismo, inclusive o marxismo cultural que predomina nas universidades, no mundo jornalístico, artístico, literário e midiático.

 

Conclusão

 

 Seria muito difícil imaginar o catolicismo atual sem a figura e a contribuição singular de São João Paulo II em seus 24 anos de pontificado.

Pela grandeza de sua vida e ministério, muitos já o chamam de Magno, ou seja, São João Paulo II, o Grande. Cada vez mais a história mostrará a sua magnanimidade.

São João Paulo II, rogai por nós!

Fernando Gomes

Comunidade Católica Presença

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